sábado, 13 de fevereiro de 2010

Eu, eu mesma e um filho da puta

Até minha tristeza é desrespeitada
Não posso naufragar na cama
Nem fingir asfixia
Eu tenho que ser a mulher mais brava de todos os tempos
E aguentar firme a cada nova bordoada

É isso que todos esperam de mim
Que eu faça coisas heróicas
E sorria toda vez que algum filho da puta me fecha
Sou eu que tem que pegar a força o que é meu
Pois
Sendo meu
Deveria acordar comigo todas as manhãs

Até minha falta de vontade é desrespeitada
Não posso ser frígida
E não querer os homens
Eu tenho que ser a mulher de alguém
Mesmo que esse alguém não seja você

É isso que eles esperam de mim
Que eu faça sexo aos sábados
E sorria em fotos posadas com mais um filho da puta

LICENÇA!
Quero estar só em fotos distraídas

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