sábado, 24 de abril de 2010

Qualquer coisa

São duas da manhã
E algo errado com o morador do andar de cima
Ele já derrubou qualquer coisa que me lembra bolas de ‘gude’
Mas não sei ao certo

Eu estou num silêncio enclausurado
Quero falar-lhe
Preciso

Mas são duas da manhã
E nesse horário ele deve estar feliz demais
Para ouvir
qualquer coisa
de uma pessoa
que foi
qualquer coisa
na sua vida

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